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O Candomblé no Brasil

By Babá Sérgio Janeiro 25, 2019 159 0

A escravidão por conquista sempre existiu historicamente. Desse tipo de escravidão, que pertenceu a quase todos os povos, passa-se para a escravidão como negócio, de característica mercantil. Os árabes, de inicio, penetram até o coração da África, nas suas conquistas, e lá tomam como escravos os negros, que são depois comercializados no sul da Ásia e parte do Mediterrâneo oriental.

Nos fins do séc. XV inicia-se o que pode ser considerado como tráfico negreiro. As primeiras experiências se fazem na ilha da Madeira e Porto Santo. Posteriormente, os negros são levados também para Açores e Cabo Verdes. Por meados do séc. XVI, os negros são trazidos para o Brasil.

Os primeiros escravos comercializados vêm para o Brasil desempenhar tarefas domiciliares e, por muito tempo, apenas alguns donatários adotam o elemento negro nas suas capitanias.

Só quando acontece o ciclo do Açúcar, o negro africano é introduzido, em grande escala, adotado como força de trabalho nas lavouras canavieiras.

A viagem dos negros da África para o Brasil reveste-se de aspectos verdadeiramente dramáticos. Na África, os navios são abarrotados de negros, muito além de sua capacidade. As “peças” ou “fôlegos-vivos”, como são chamados os negros pelos portugueses, em número de trezentos a quinhentos, são amontoados de qualquer maneira nos porões escuros dos navios negreiros. Durante a horrenda travessia é comum a morte de 40% deles nos infectos porões.

Os negros trazidos da África para o nosso país pertenciam a diversas culturas. Este contingente pode ser dividido em três grupos:

Sudaneses – correspondem aos negros trazidos da Nigéria, do Daomé e da Costa do Ouro. São os iorubás, os jejes e os fanti-ashantis. Guineanos – Sudaneses islamizados – Representados pelos grupos fula, mandinga e hauçá. Bantos – que podem ser, por sua vez, divididos em dois grandes grupos, os angola-congoleses e os moçambiques. Este forma o contigente mais numeroso de negros em nossa terra. Nas senzalas (abrigo de escravos no engenho) os negros oriundos da África mãe sentiam a necessidade, como também a saudade de tudo que deixou para trás, sendo obrigado a adaptar-se a uma nova forma de vida imposta pelos seus senhores, que no caso, seria a cultura européia, esquecendo de suas tradições, língua, religião e etc. Foi neste contexto, que nas senzalas e nos arredores do engenho de açúcar que eles procuraram refúgio em sua religião matriz, com a junção dos diversos povos africanos praticavam sua religião de uma forma sincretizada, para satisfazer aos seus senhores.

Estas práticas religiosas deram origem ao candomblé, culto as energias da natureza, tais como: vento, sol, fogo, raio, trovão, água, terra, mar, rio e etc. A cada um deles correspondem basicamente um Orixá, estas divindades são seres intermediários que atuam entre os Deus supremo e o nosso mundo. O Deus supremo é a força e o principio criador, conhecido como Olorum ou Olodumaré.

Segundo historiadores, eram conhecidos na África cerca de 600 divindades, mas ao chegar ao Brasil, foram reduzidas a quase 50. Desses todos, apenas 16 são conhecidos no Candomblé e nem sempre há concordância entre praticantes e estudiosos.

Até agora sabemos que o culto aos Orixás começou no Brasil em 1780 com a chegada dos primeiros negros na Bahia e Pernambuco. Esses escravos negros eram oriundos principalmente do Sudão (os Ioruba), da Nigéria (os Nagô), Ijêcha e Egbá, e grupos menores do Daomé como os Gege-Ewe e Fon, ou os Fanti e Axanti, da Costa do Ouro. Alguns estudiosos afirmam que a predominância desses cultos na Bahia deve-se ao desembarque de grande número de negros Gege (ou Jeje) e Nagô.

A confusão com relação ao número exato de divindades existentes no culto deve-se ao fato de não haver qualquer registro escrito sobre eles, pois a tradição africana adotava a transmissão oral de informações de geração a geração. Outra coisa que complica a exatidão dos números é o fato de os cultos terem sofrido muitas alterações depois que chegaram ao Brasil.

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